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Sancionada a Lei municipal que dá nome ao Mirante do Cruzeiro PDF Imprimir E-mail
Escrito por Leila Furtado da Rosa   
26-Fev-2008

O Prefeito de Manhumirim, Ronaldo Lopes Correa, sancionou nesta terça-feira, a Lei Municipal nº1.405 que dá nome ao Mirante localizado no morro do Cruzeiro. A indicação do nome foi feita pelo Presidente da Câmara, Júlio Albuquerque, e homenageia o médico, ex-deputado e ex-presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, Genésio Bernardino.
     

O Mirante “Genésio Bernardino de Souza” é uma obra do pacote “Avança Manhumirim” e a sua inauguração está marcada para o dia 14 de março, sexta-feira, dois dias antes do aniversário da cidade (16 de março). A solenidade de inauguração acontecerá às 19:30h. Logo após, haverá um super show na praça Padre Júlio Maria, para marcar a comemoração.

Dr. Genésio
Bernardino

Dr. Genésio Bernardino
Dr. Genésio Bernardino
Genésio Bernardino nasceu em Mutum, no dia 15 de setembro de 1925. Iniciou sua vida política elegendo-se Deputado Estadual da 8ª à 10ª Legislaturas (1975 a 1987), sendo presidente da ALMG no biênio 1983-1984, início do governo Tancredo Neves. Em 1986, elegeu-se Deputado Federal Constituinte (1987-1991).

Licenciou-se para assumir a Secretaria de Estado de Governo e Coordenação Política no governo Newton Cardoso. Foi reeleito para a Câmara dos Deputados na legislatura seguinte (1991-1995).  Na Assembléia, foi vice-líder (1975-1976) e líder (1977 e 1982) do MDB e do PMDB; vice-presidente da Comissão de Redação; membro efetivo da Comissão de Saúde e Ação Social (1975-1976, 1978) e membro e suplente de diversas comissões.

Formou-se em Medicina em 1950, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais (FMUMG). No mesmo ano, concluiu o curso de sanitarista da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais. Era também otorrinolaringologista.

Sua vocação política manifestou-se ainda na universidade, quando destacou-se como representante estudantil: presidiu o diretório acadêmico da Faculdade de Medicina (1946-1947) e o Diretório Central dos Estudantes (1946); foi membro do Conselho Universitário da UMG (1946-1949) e representante da Faculdade de Medicina em diversos congressos e encontros estudantis.     

Depois de formado, dedicou-se ao exercício de Medicina em Manhumirim, onde foi chefe da Unidade Sanitária local da Secretaria de Saúde e Assistência do Estado (1951-1960). Foi representante do Ministério da Saúde em Minas (1955), sendo executor do convênio de saúde pública com a Companhia Vale do Rio Doce, função que exerceu até 1966. Pela Secretaria de Saúde e Assistência de Minas Gerais foi médico do Departamento de Medicina Social (1962-1965) e especialista do Hospital do Câncer.

Após concurso (1969), integrou-se à Prefeitura de Belo Horizonte como médico sanitarista, e dirigiu diversos setores de saúde da PBH.  No governo parlamentarista de Tancredo Neves, foi oficial-de-gabinete do Conselho de Ministros. Em 1968, pelo então presidente da República, Artur da Costa e Silva, foi designado membro da Junta Federal de Saúde no Estado de Minas Gerais. Ao longo de seu crescente envolvimento com a política, manteve sempre em funcionamento a clínica de otorrinolaringologia em Belo Horizonte. 

 
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