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Programação da Semana Santa em Manhumirim frustra fiéis PDF Imprimir E-mail
Escrito por José Wéber Pereira   
23-Mar-2008

Quem participou das atividades religiosas da Semana Santa em Manhumirim neste ano percebeu uma grande diferença em relação às anteriores: menos atenção às massas e mais valorização das celebrações nas comunidades.

Essa opção parece ser uma das linhas de trabalho do pároco Padre Edimar e seus auxiliares Pe Herval e Pe. Braz. Apesar das justificativas de descentralização das atividades religiosas na matriz, valorização de pequenas comunidades onde acontece melhor a convivência dos fiéis, essa ‘nova linha’ não tem deixado os fiéis satisfeitos.

Ouvem-se dos fiéis lamúrios de que os grandes momentos celebrativos já não acontecem mais. A cidade que se destaca na região pelo fervor da religiosidade, parece ver sua marca fundamental ir se esvaecendo com os novos tempos e novas linhas adotadas na paróquia. Muitos lembram que a cidade, desde a época do Padre Júlio Maria, atraía grandes  multidões para os eventos religiosos como Jubileu, Corpus Christi e Semana Santa. Nestes momentos litúrgicos, as celebrações aconteciam ao ar livre e muito bem preparadas para transmitir uma mensagem cristã aos presentes.

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Multidão aguarda do lado de fora da Matriz
Neste ano,  na Semana Santa, a maior parte das atividades celebrativas aconteceu nas comunidades. E por exemplo, na Sexta-Feira Santa, após a curta procissão, centenas de fiéis tiveram que acompanhar a bênção do lado de fora da Matriz que já estava lotada. Para alguns, a paróquia poderia ter incentivado jovens a apresentarem algum teatro sobre a Paixão e Morte de Jesus, além de uma boa pregação. (Em 2006, aconteceu uma linda apresentação teatral que impressionou a todos pela qualidade e organização).
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Igreja Matriz ficou lotada!

Uma outra tradição, a caminhada na noite da Quinta-feira santa até a Santinha, que acontecia há mais de 30 anos, neste ano trouxe uma surpresa: a missa foi realizada às 15:00 e à noite a Igreja esteve fechada. O local recebia durante a noite da quinta-feira e madrugada da sexta, visita de muitas pessoas que iam à pé de Manhumirim. A mudança teve a justificativa de que muitos que participavam dessa caminhada não tinham interesses religiosos. Mesmo assim, algumas pessoas fizeram a caminhada, mas claro, sem poder entrar na igreja. 

O que tem frustrado as expectativas dos fiéis é que muitas tradições do povo não têm sido respeitadas pelos padres (como: as longas procissões, a tradicional missa das 7:00 da manhã na matriz, a bênção do Senhor Bom Jesus durante o Jubileu...), além disso, algumas decisões da paróquia tem contrariado as pessoas como a proibição de velórios nas capelas ou salões das comunidades.

Este ‘problema’ religioso acaba afetando também o lado turístico e comercial da cidade. Manhumirim integra o Circuito Turístico Pico da Bandeira, destacando entre suas atrações, com a religiosidade, principalmente o Jubileu do Bom Jesus.

É certo que para o cristão consciente uma boa Semana Santa depende do estado de espírito e fé de cada pessoa, mas muitos que não têm uma participação regular na vida da igreja e que a procuram apenas nessas grandes datas religiosas voltam para casa sem ter encontrado o que foram buscar: uma experiência religiosa que toque o coração e que reforce sua fé.

 
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