| ONG Solidariedade poderá investir em projetos de desenvolvimento rural em Manhumirim |
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| Escrito por José Wéber Pereira | |||||||
| 16-Abr-2008 | |||||||
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Esq/Dir: Niels van Heeren (UTZ), Sérgio D'Alessandro, Marcelo, Eduardo Sampaio (UTZ), Mauro Heringer Essas duas entidades atuam na área de certificação da produção cafeeira e também em projetos de melhoria de produção, gestão e qualidade do café. Vieram com o intuito de conhecerem melhor a região para, possivelmente, fazerem investimentos e apoiarem pequenos produtores através da ONG Solidariedade que pega doações do mundo inteiro e investe em projetos de cafeicultura e projetos sociais. Segundo Serginho D’Alessandro, a Associação de Cafés Especiais de Minas Gerais – SCAMG está querendo ‘apadrinhar’ um grupo de pequenos produtores para auxiliá-los a certificarem também suas propriedades e terem benefícios mútuos como melhorar a venda, produção e gestão das propriedades através de treinamentos e consultoria. E para cumprir esssa meta trouxeram a empresa que tem atuado na certificação das propriedades da SCAMG para contato com duas associações organizadas de pequenos produtores de Manhumirim: Associação de produtores da Comunidade do Bonfim e da Comunidade do Ouro. A SCAMG quer difundir que é possível certificar pequenas propriedades e com isso melhorar em muitos sentidos os benefícios para os agricultores. Afirmou ainda que o grande ganho da certificação é melhorar a gestão da propriedade e ter relação comercial a longo prazo. Eduardo Sampaio, consultor da UTZ no Brasil, apresentou as novas exigências do mercado mundial e as vantagens da certificação das fazendas cafeeiras. Disse que a UTZ pretende desenvolver 3 a 4 projetos no Brasil, talvez dois em Minas Gerais, com geração de fundos para garantir assistência técnica, garantir implementação de processos de gestão para melhoria de produtividade e qualidade e ligar esses projetos ao comércio. Apresentou dados rápidos do destaque de Minas Gerais na produção cafeeira que têm 1 milhão e pouco de hectares, maior que a Colômbia, e que se fosse um país seria o maior País produtor do mundo. Destacou que Manhumirim e Manhuaçu são lugares que nos últimos 15 anos foram executadas práticas que melhoraram a produtividade e qualidade através do despolpamento dos cafés fazendo com que essas regiões fossem notadas internacionalmente e nacionalmente através de concursos. É uma região escolhida para replicar programas de extensão rural pró profissionalismo que pode beneficiar muito toda a região da Zona da Mata. Estiveram presentes o Consultor da UTZ Certified no Brasil, Eduardo Sampaio, o Gerente de Produção Global da UTZ, o holandês Niels van Heeren (que também representa a ONG SOLIDARIEDADE, fundada na Holanda), além de vários membros da SCAMG e agricultores da associação de produtores do Bonfim e do Ouro. Após a reunião na manhã do sábado, os representantes da UTZ fizeram visitas “in loco” em algumas propriedades. Destaca-se que a presença do Centro Vocacional Tecnológico em Manhumirim, ligado ao Instituto Mais Café e Associação de Cafés Especiais de Minas Gereis tem promovido várias atividades que buscam apoiar e desenvolver a cafeicultura da região.
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