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Saúde Coronavírus

Secretário alerta: Quem está na onda vermelha não pode achar que está tudo bem

Carlos Eduardo Amaral pede que população redobre cuidados

06/12/2020 15h24 Atualizada há 2 meses
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Por: Redação
Secretário alerta: Quem está na onda vermelha não pode achar que está tudo bem

Após alta de 27% de casos de Covid-19 em Minas Gerais na última semana, metade das macrorregiões do Estado está na onda amarela do programa Minas Consciente. Outras quatro na vermelha, a mais restritiva. Embora negue que haja uma segunda onda da pandemia no Estado, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, conclama que a população se cuide mais que nunca neste momento.

“Onde se vê que a onda é vermelha, pela própria cor isso quer dizer que é preciso tomar cuidado. Não dá para quem está em local na onda vermelha achar que está tudo bem. Se for amarela, fique atento”, destacou, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (3).

As macrorregiões Centro, Centro-Sul, Norte e Oeste saíram da onda verde e estão na onda amarela. As regiões Sudeste, Sul e Vale do Aço já estavam nesse patamar e permanecem. Na faixa vermelha, em que se recomenda que apenas os serviços essenciais funcionem, estão as macrorregiões Leste, Nordeste, Leste do Sul e Jequitinhonha.

Amaral pede que a população reduza ao máximo a circulação para evitar a exposição ao vírus. "Quem puder evitar aglomeração, evite. Quem puder ficar em casa, que fique. É importantíssimo ter uma diminuição do percentual de exposição das pessoas. Se uma pessoa que saiu de casa todo dia puder sair dia sim, dia não, já vamos reduzir 50% da sua exposição. Aquela pessoa que vai à padaria duas vezes por dia, se puder ir uma vez só, reduz a exposição. Se cada cidadão assumir uma postura de reduzi-la um pouco, isso evita um impacto muito grande nas medidas que a gestão pública precisa tomar para reduzir a transmissão da doença”, continuou.

Fim de ano

Não há ações específicas do governo para coibir viagens durante as festas de fim de ano ou na chegada do verão. Para o secretário de Saúde, o bom-senso dos cidadãos deverá falar mais alto. “Se sair da sua casa e for para um hotel, ficar no quarto e mantiver distanciamento e cuidados, não há problema em viajar. Se fizer o contrário, for uma viagem de encontro de 150 pessoas da família, o momento não é adequado. O poder público acaba sendo dualístico, ou abre ou fecha (as atividades), é difícil darmos uma gradação. É muito mais fácil o cidadão dar essa gradação”, continuou.

Da mesma forma, ele pediu que as pessoas se atendem a atitudes simples, como planejar as compras de Natal em lojas específicas antes de sair de casa e não entrar em lojas onde haja aglomeração.

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