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Cidades Coronavírus

Aumento de casos e mortes por Covid-19 deixam região em alerta

Medo é de um colapso total no sistema de atendimento

07/12/2020 09h00
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Por: Redação
Aumento de casos e mortes por Covid-19 deixam região em alerta

MANHUAÇU (MG) - A Superintendência Regional de Saúde de Manhuaçu (SRS) promoveu reunião virtual com a presença de secretários de saúde e gestores das cidades da região para discutir ações em relação à mudança para a Onda Vermelha do Minas Consciente, plano criado para orientar a retomada segura e responsável da economia nos municípios durante a pandemia da Covid-19.

O encontro virtual na manhã de sexta-feira, 04/12, presidido pelo diretor da SRS, Juliano Estanislau, contou com cerca de 25 participantes, entre eles os promotores de Justiça Reinaldo Pinto Lara (Comarca de Manhuaçu) e Promotora Nayara Bernardes (Comarca de Ipanema) e o presidente da Associação Comercial de Manhuaçu (ACIAM), Silvério Afonso e representante da Polícia Militar, Tenente Gedaías.

O recuo para a onda vermelha foi devido ao aumento na taxa de incidência, relação de transmissão e a lotação dos leitos de hospitais, que não terão condições de atender aos doentes. O Hospital César Leite passará a ter 30 leitos de UTI Covid-19, mais 15 leitos intermediários de suporte ventilatório e outros de enfermaria. No entanto, o cenário tem se mantido alarmante em toda a região nos últimos dias.

Logo na abertura da reunião, o diretor Juliano Estanislau pontuou que a melhor solução no momento é justamente o distanciamento social, a adoção de medidas preventivas, uso de máscara. “Todas as medidas que podemos tomar para evitar a propagação, a contaminação devemos fazer. É a melhor ação que podemos tomar neste momento”, destacou.

O aumento do número de casos foi justamente nos momentos em que houve aglomerações: como na véspera de feriados e agora após eleição.  “Isso mostra para a gente que o distanciamento social e o uso da máscara têm um resultado perceptível. Esse cuidado é muito importante”, pontuou.

O diretor ainda reforçou que os óbitos aconteceram em pacientes que tiveram leito adequado. “A garantia de um leito não é uma garantia de sobrevivência. A doença é grave”.

COLAPSO TOTAL

Em sua fala, o diretor da SRS explicou que é impossível ampliar leitos na mesma proporção que a doença vem crescendo e que é preciso evitar o colapso total do sistema de saúde.

Juliano Estanislau chamou a responsabilidade dos gestores municipais com a população.  “Estamos aqui para buscar a união das instituições, criar a sensibilização nos gestores e principalmente na população. Cada pessoa tem que perceber que é responsável pela vida dela, começar a se preservar e preservar seus familiares porque a situação é crítica”.

Segundo ele, a grande preocupação é que, se chegar a um colapso assistencial, a própria população e a Justiça vão determinar o fechamento. “Não temos interesse de fechar comércio. O Minas Consciente é um plano econômico e sanitário, a gente quer que o comércio funcione, mas que funcione de uma forma adequada. Se as pessoas não adotarem as posturas corretas, seguirem os protocolos, infelizmente estamos caminhando para uma situação de colapso total”.

CAMPANHA

O presidente da Associação Comercial, Silvério Afonso, defendeu o setor comercial e reforço que, de certa forma, foi o segmento mais penalizado na pandemia.

O dirigente ainda citou a fila da Caixa Econômica em Manhuaçu que, simplesmente dobra o quarteirão, e que vem acontecendo tem uns seis meses. “Nessa quinta, devia ter umas 700 pessoas, aglomerando e a maior parte sem máscara. Não existe fiscalização. O comércio aberto gera movimento mesmo, mas não pode ser mais penalizado. Estamos vendo festas clandestinas, viagens e outras coisas acontecendo, portanto, não pode ser sacrificado o comércio”.

Silvério Afonso afirmou que é “preciso que o poder público municipal, tanto de Manhuaçu, quanto das cidades vizinhas, se envolva mais. Não foi feita uma campanha educativa em Manhuaçu pelos órgãos públicos. A fiscalização foi extremamente frouxa durante toda a pandemia. Eu peço ao Ministério Público que cobre dos órgãos responsáveis pela fiscalização um rigor maior. Campanhas educativas, através da imprensa, não aconteceram”.

Segundo ele, todos nós sabemos que temos que usar máscara, álcool em gel e cumprir distanciamento social, mas isso tem que ser repetido todo dia e tem que ser reforçada a fiscalização.

Como proposta, ele informou que a ACIAM vai iniciar uma campanha em parceria com a APAC para produção de cinco mil máscaras para serem distribuídas aos comerciantes acompanhada de uma cartilha com orientações sobre as responsabilidades deles.

“Se não houve uma fiscalização e uma campanha, penalizar os lojistas mais uma vez não é justo. Não quero que feche o comércio. Quero que o comércio fique aberto. Nós estamos empenhando e orientando os comerciantes, mas sem a fiscalização do poder público, sem uma campanha forte, nós vamos fingir que estamos tratando o problema e não estamos tratando. Quem tem o poder para cobrar é o MP e peço que ele intensifique junto aos órgãos públicos. Também pedimos isso às cidades vizinhas”, destacou.

FISCALIZAÇÃO

O promotor de Justiça, Reinaldo Pinto Lara, reforçou que o problema da fila da Caixa é sério e visível. “Já houve cobrança de providências e também foi acionado o Ministério Público Federal, por se tratar de empresa federal”, destacou.

Em sua fala, ele criticou a postura de quem não leva a sério a doença e as orientações das autoridades de saúde. “Muitos comerciantes também não aderiram. Você nota, lojistas atendendo normalmente sem cumprir medidas de prevenção. A população está renitente a utilizar máscara. Muitos não acreditam. Enfim, diversos discursos para não se utilizar a máscara ou não respeitar o protocolo”.

O Ministério Público de Manhuaçu está cobrando a fiscalização porque a situação é séria, inclusive com novo documento encaminhado à Prefeitura Municipal.

“A intenção dos nossos encontros e cobranças para que se fiscalize é que não se chegue a medidas muito restritivas. O MP se sensibiliza com essa situação. O comércio tenta recuperar ou minimizar as perdas ao longo desse ano, mas precisamos da ajuda do comércio para conscientização de todos”.

Para os participantes da reunião, se tivessem sido seguidas as medidas de prevenção da Covid-19, a situação de saturação de leitos de UTI e clínicos em Manhuaçu estaria muito diferente da presente, mesmo contando com o número atual de pessoas contaminadas, e não imporia maior restrição social à população.

É fundamental que o poder público, o setor econômico e a sociedade em geral estejam unidos em favor de um bem maior, que é a vida das pessoas. Se o número de casos continuar crescendo na proporção que está, todo o esforço de distanciamento social e sacrifícios feitos até agora terão sido em vão.

ONDA VERMELHA

Depois de passar um longo período na onda amarela, a macrorregião Leste do Sul recuou para a onda vermelha do Programa Minas Consciente. Nela, entre outras coisas, somente devem ser mantidos abertos farmácias, agências bancárias, supermercados, postos de combustível, além de outras atividades essenciais. Esses estabelecimentos, entretanto, devem adotar sistemas de escalas, revezamento de turnos e alterações de jornadas para reduzir fluxos e aglomeração de trabalhadores, que devem contar com equipamentos de proteção como máscara e de assepsia. Os locais também devem intensificar as ações de limpeza, além de disponibilizar produtos de higienização aos clientes, adotar medidas de distanciamento entre os consumidores e evitar aglomeração de pessoas. Tudo isso para evitar a disseminação da doença.

 

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Emancipado em 5 de novembro 1877, Manhuaçu só passou à condição de cidade alguns anos depois. Nesse período, perdeu uma área territorial que originou mais de 70 municípios da porção leste do estado de Minas Gerais. O primeiro distrito a se emancipar foi Caratinga, em 1890, e os últimos, Reduto e Luisburgo, em 1995. Hoje o município tem 621 km² e continua sendo o maior da microrregião, além de ser polo econômico,de prestação de serviços e oferecer uma boa infraestrutura hoteleira para turismo da
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